Atividades desenvolvidas pelo Pibid Pedagogia/UEMS (Dourados-MS), na EM Avani Cargnelutti Fehlauer.
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Biblioteca Viva. Juliana Mazini
Por Juliana Mazini
(Discente Pibid UEMS)
O Pibid/UEMS da Escola Municipal Avani
C. Fehlauer, em Dourados (MS), que desenvolve projetos voltados à área de
alfabetização, do letramento e da musicalização, também trabalha intensamente
para colaborar com a formação do sujeito leitor por meio do “Projeto Biblioteca
Viva”.
Acreditando na importância da
literatura como instrumento de emancipação do sujeito, o referido projeto desenvolve
ações com seis turmas de crianças do segundo ao quinto ano do Ensino
Fundamental, dois dias por semana, realizando leituras de livros de diversos
gêneros textuais, explorando as culturas do Brasil e do mundo, conhecendo
autores, possibilitando que o leitor aprenda a se relacionar com os livros, a
ler e a encantar-se com o vasto universo que as obras carregam. Somado a isso, os leitores protagonizam momentos de
leitura e compartilham descobertas com os colegas, tecendo uma rede de
aprendizagens coletivas.
Com o desenvolvimento da “Biblioteca
Viva”, no início de 2015, observamos mudanças significativas no comportamento
leitor dos alunos bem como no comportamento leitor das professoras pibidianas
em formação. O Pibid/UEMS promove ações de formação inicial para a docência que
extrapolam conhecimentos da sala de aula, veiculados na universidade, mas que
estão diretamente ligados à realidade da escola básica. O Pibid forma o
professor reflexivo sobre a sua própria prática a partir da união com a teoria.
Nesse contexto, ressaltamos o impacto do
programa na escola, que vem a cada etapa, revelado na aprendizagem dos alunos e
a troca de conhecimentos entre a universidade e professoras, o que reflete
ações importantes de formação continuada.
Em relação à UEMS, destacamos a
formação de professores capazes de refletir sobre sua ação. Por fim, o Pibid
valoriza a profissão docente porque compreende a relevância do conhecimento do
professor da escola na formação do professor iniciante.
O grupo que atua na biblioteca escolar,
desenvolvendo o Projeto “Biblioteca Viva”, é composto por uma professora supervisora,
parte do corpo docente da escola, que contribui com a sua experiência e
conhecimento da prática, e por acadêmicas de Pedagogia (duas bolsistas e duas
voluntárias), que estão comprovando o impacto do programa para sua formação
inicial.
terça-feira, 9 de junho de 2015
Nova pibidiana chegando.....
A partir de hoje o Pibid conta com uma nova parceira, Adriele, discente do segundo ano da Pedagogia.
Ela desenvolverá atividades no Projeto "Biblioteca Viva", sob a orientação da professora Kátia.
No dia de hoje a discente pode vivenciar momentos de leitura para crianças de terceiro e quinto anos, conheceu uma obra de Ana Maria Machado e observou a dinâmica do projeto.
Ao final da manhã, uma deliciosa surpresa: o planejamento coletivo da leitura que será realizada na próxima quinta-feira.
Seja bem vinda Adrieli e obrigada às bolsistas pelo carinho e recepção à nova colega.
Ela desenvolverá atividades no Projeto "Biblioteca Viva", sob a orientação da professora Kátia.
No dia de hoje a discente pode vivenciar momentos de leitura para crianças de terceiro e quinto anos, conheceu uma obra de Ana Maria Machado e observou a dinâmica do projeto.
Ao final da manhã, uma deliciosa surpresa: o planejamento coletivo da leitura que será realizada na próxima quinta-feira.
Seja bem vinda Adrieli e obrigada às bolsistas pelo carinho e recepção à nova colega.
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| Juliana, Eliane e Adriele. Por uma biblioteca cada vez com mais vida!! |
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Diário de pibidiana: Minha primeira experiência com crianças do Quinto Ano
(Adriana Pizatto/Bolsista Pibid/ I Ano de Pedagogia /2015)
Hoje, dia 02 de Junho de
2015, fui responsável pelo momento da leitura, atividade do Projeto “Biblioteca
Viva”. Para a atividade, escolhi a história “Campeonato de pum”, organizada por
Rosa Muniz e João Soares e ilustrada por Kevelyn Oliveira, que integra a obra “Yoga
para crianças”.
Dentre as muitas histórias
do livro, escolhi esta por avaliar que o tema interessaria aos alunos do Quinto
Ano do Ensino Fundamental. Imaginei que eles se envolveriam por se tratar de um
enredo atrativo para adolescentes. Apesar disso, tive muito medo, pois
acreditava que seria um “público difícil de agradar”, que não iria participar
da história.
A proposta do livro é apresentar,
para crianças de diferentes idades, a Yoga por meio de histórias. Essas narram
contos e algumas personagens/ações são utilizadas para motivar as crianças a
descobrirem seu corpo, experimentando posturas que imitam o avião do Alberto, a
árvore, a rainha, entre outras.
Nossa proposta, no PIBID, não
é trabalhar o Yoga mas, sim, explorar com as crianças atividades que proporcionem
vivências com o movimento e o recontar das histórias, sempre a partir do corpo.
Desde o início do ano estamos desenvolvemos este projeto com crianças da pré-escola
e ontem ele foi explorado com as crianças do Quinto Ano no momento de leitura
na biblioteca.
A história escolhida para
ser lida relata uma brincadeira feita por alguns adolescentes em uma garagem,
os quais brincam de uma forma diferente, fazendo um “campeonato de puns”. E,
com medo de que as meninas descubram o que estavam fazendo, os meninos acendem incensos
e os espalham por todo o ambiente, deixando a garagem com um cheiro agradável,
diferente que estava antes (cheiro dos puns) e fingem praticar Yoga.
Essa brincadeira, contudo,
se torna séria e interessante para as crianças. Assim, a partir desse dia,
todos os amigos resolvem que irão se reunir na garagem para praticar Yoga
frequentemente, pois percebem que ela uma maneira de se expressar, que promove
a tranquilidade e explora a imaginação.
Com as crianças do Quinto
Ano iniciei a leitura da obra com a plena certeza de que não iria explorar
nenhuma posição de Yoga, iria apenas ler e pronto. Confesso que esperava que
aquele momento acabasse logo, pois estava insegura e com medo quanto ao
interesse da turma. Contudo, durante o decorrer da atividade, pude ver que os
alunos se envolveram e que participaram. Por isso, em um determinado, momento,
perguntei se eles gostariam de experimentar algumas posições e, para meu
espanto, todos responderam que sim, no maior entusiasmo.
Pedi, então, para que as
crianças fizessem, com seu corpo, a “perna de borboleta” e que fechassem os
olhos e respirassem bem fundo, para que pudessem ouvir e sentir o movimento. No
começo algumas não se concentraram, ficaram dispersas e riram. Então, expliquei-lhes
que seria necessário pensar em si e esquecer o outro. A partir daí, elas
conseguiram se concentrar e, para minha surpresa, uma das meninas começou a
expressar o mantra “OM”, um som utilizado por pessoas que praticam Yoga.
Após isso, exploramos mais
uma posição na qual representamos o personagem Rui da história, que, em sua
imaginação, faz uma jangada e ensina todos os amigos a velejar. Mas, como
horário da leitura na “Biblioteca Viva” já havia se excedido, tivemos que parar
(o momento de leitura na “Biblioteca Viva” ocorre no horário do recreio durante
10 minutos). As crianças não queriam sair, disseram que na escola existem “dois
sinos” para o recreio acabar e que havia batido apenas um deles e que,
portanto, teriam tempo para continuar, mas, infelizmente, não foi possível.
Com esta atividade, aprendi
que crianças dos Quintos anos do Ensino Fundamental não são um “público difícil
de agradar” e que é possível explorar atividades de movimento com elas, pois,
assim como ocorre com as turmas da pré-escola, é importante que esses alunos
ouçam o seu corpo, independente da idade, e que experimentem diferentes linguagens
e possam se expressar por meio delas.
Com a experiência, superei o
medo. Isso ocorreu devido à participação das crianças e ao planejamento que
desenvolvi. Gostaria muito de ter outra experiência como esta, porém, em um
lugar mais espaçoso, com colchonetes, com um som suave ao fundo e com mais
tempo.
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| Leitura e exploração de movimentos no Projeto Biblioteca Viva. Crianças do Quinto Ano do EF. EM Avani C. Fehlauer |
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Semana de 18 a 22 de maio
Na semana que comemorou o Dia do Pedagogo, muitas reflexões nos motivaram a continuar nossa jornada para (re)descobrir, continuamente, os
meandros da profissão que escolhemos, apesar das condições das escolas
e da desvalorização dos profissionais.
Muitas linguagens rechearam as atividades e envolveram as crianças nos
diferentes espaços da escola: na sala de aula, na biblioteca escolar, no
parque, no gramado e no entorno.
As crianças do Pré A foram embaladas por enredos que favoreceram a imaginação, a oralidade, a concentração
e o equilíbrio. Ouviram a história "O rei que perdeu pé" e, depois,
com o corpo, criaram as formas para as personagens e para as situações que
ocorrem na história. Também perceberam que podem usar expressões faciais. Foram desafiadas a prestar atenção em
si, no espaço e no outro. Descobriram possibilidades e foram seduzidas por novas
conquistas. Também conheceram um material até então não utilizado, o tatame, cuja textura revelou-se uma
grata novidade. Somado a isso, as crianças brincaram com canções do Grupo Palavra Cantada, que resgata brincadeiras tradicionais como o "Monjolo", "Da abóbora faz melão"...Experimentaram ritmos e criaram suas próprias regras para brincar.
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| Bolsistas Adriana e Natália com as crianças da Educação Infantil. |
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| "Da abóbora faz melão, do melão faz melancia...faz doce sinha, faz doce sinhá Maria..." |
Na Biblioteca da escola a semana não foi diferente. Muitas linguagens e gêneros
textuais encantaram as crianças. Ricardo Azevedo foi o autor eleito para ser apreciado.
Elas conheceram seus textos, brincaram com as adivinhas, desenharam e socializaram conhecimentos.
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| Biblioteca Viva: Ricardo Azevedo em foco: leituras, conversas sobre os textos e desenho. |
Na hora do recreio, entre as leituras e contações, destacamos a do livro “O casamento da Bruxa Onilda”, com apoio das personagens. Além de saborear a narrativa, as crianças recontaram a história. Riram com cada avaliação (negação) da protagonista em relação aos "candidatos ao seu coração"....
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| Hora do Recreio: Contação "O casamento da Bruxa Onilda". |
Antes da atividade da montagem do carrinho e o passeio pela escola, a culminância da proposta, todas brincaram com a letra da canção.
O Projeto TRILHAS favoreceu aprendizagens no processo de aquisição de leitura
e escrita das turmas dos anos iniciais. No II Ano, após a exploração das parlendas (iniciada semanas anteriores),
as crianças participaram de uma pequena filmagem a respeito do livro “Salada Saladinha” , o
qual foi apreciado posteriormente em sessão de cinema.
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| "Cadê o toucinho.."? |
Da mesma forma, as parlendas permearam a semana do I Ano lidas pelas
bolsistas, pelas crianças e pela professora. Destacamos uma intervenção
realizada com um menino que mostrou como o TRILHAS favorece que as crianças
aprendam a ler lendo textos significativos a partir de desafios que as
impulsiona a pensar e a utilizar estratégias.
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| Pensando sobre a escrita... |
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Biblioteca Viva: Lolo Barnabé (Eva Furnari)
A Biblioteca da escola
Avani está mais viva e a escritora que o 5 Ano do EF conheceu, no dia 28 de
abril, foi Eva Furnari e seu livro “Lolo Barnabé”.
No tempo em que os homens moravam
em cavernas, a família de Lolo era feliz, “mas .... nem tanto”. Por este motivo,
a eterna busca pela satisfação de necessidades favoreceu que Lolo tivesse ideias e, a partir delas, que criasse
outras invenções que foram, a cada dia, gerando novas criações. Algumas dessas
ideias foram importantes à sobrevivência da família, outras nem tanto, como o vídeo
game e a TV.
O enredo revela as
consequências positivas e negativas que o conforto impôs à família de Lolo e
fez com que as crianças do quinto ano ficassem atentas e participassem
ativamente da narrativa. Durante a leitura, protagonizada pela bolsista UEMS
Juliana, pouco ruído se ouvia...só a voz da leitora e os sons do ambiente
externo.
Os olhos das crianças acompanhavam as trilhas percorridas pelas páginas do livro. A cada momento do conto, os olhares revelavam interesse pelo que seria narrado. Risos e movimentos sutis, entre crianças sentadas próximas, indicavam que a narrativa estava interessante. Elas acharam algumas palavras engraçadas e se divertiram com elas: “Finfo Barnabé, como nome do filho”? “Sutiã, calcinha e cueca de bolinha como invenções?”. E quando o marido levou uma vassourada da esposa? Só risos...
No decorrer da leitura, a cada frase “Todos ficavam felizes”, o grupo, em coro, sem qualquer planejamento repetia: “Nem tanto”, uma antecipação favorecida pela estrutura do conto. As crianças também anteciparam qual seriam as próximas invenção de Lolo, a partia da mediação da Juliana.
A entonação agradável, e, ao mesmo tempo, ritmada, no tempo certo, ofereceu leveza à história e agilidade ao processo de criação do protagonista. Com a leitura, além de conhecer Furnari, as crianças se deliciaram com o enredo e discutiram as necessidades que afastaram a família. Também aprenderam o que é uma errata.
O tempo foi curto pra
tantas opiniões que queriam ser manifestadas e, posteriormente, para explorar
as obras de Furnari que estavam à disposição na biblioteca. O tempo no Pibid é
nosso aliado menos fiel. As crianças estavam envolvidas, estavam vivendo
realmente a biblioteca viva, mas tiveram que retornar à sala.
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