quinta-feira, 23 de abril de 2015

Projeto Trilhas PARLENDAS

CADÊ O TOUCINHO QUE TAVA AQUI?

A imagem de hoje registra a atividade 04 (de um total de oito atividades), integrante da sequência didática TRILHAS PARLENDAS. O vídeo revela ações espontâneas das crianças: um menino pediu que ou ouvisse o registro da sua parlenda e, depois, convidou o amigo para que lesse sua produção. Foi muito rico!
As bolsistas Gizelia, Maria Aparecida e Sandra nas trilhas da alfabetização.....



segunda-feira, 13 de abril de 2015

Viagem de estudos Campo Grande

OFICINA ATELIÊ ANA RUAS (CAMPO GRANDE)


Dia 10 de abril de 2015, alunas/o bolsistas do PIBID Pedagogia participaram, em Campo Grande de uma oficina de artes plásticas no Ateliê Ana Ruas.  Foi um dia produtivo, com trocas de experiências e aprendizagens.



Orientações de Ana Ruas





 A oficina foi ministrada por Ana Ruas, proporcionou às/aos futuras/os professoras/es vivências que discutiram as implicações do desenho estereotipado na sala de aula bem como possibilidades para repensarmos tais práticas e conceitos.






O Casamento da Bruxa Onilda: o musical 2015


Dia 13 de abril, as crianças da Educação Infantil, do Programa Mais Educação e do I Ano do EF assistiram ao Casamento da "Bruxa Onilda".

Com duração de aproximadamente quarenta minutos, a peça retrata o conto de uma bruxinha, que, muito vaidosa, atrai estranhos pretendentes ao se enfeitar com um lindo laço azul. E, entre as personagens que desejam conquistar seu coração, conhecemos os interesses afetivos do esqueleto, da múmia, do Frankstein, do fantasma, do lobisomem, do vampiro e do Bruxo Padrusco, o candidato eleito.






O enredo, adaptado de obra literária de Roser Capdevila e Enric Larreula, é enriquecido pela presença de músicas que caracterizam a personalidade das personagens e as artimanhas dos pretendentes à mão da bruxinha. Como consequência, as crianças do Avani apreciaram poemas, canções orquestradas, brincadeiras de cantar, MPB, trilhas sonoras de filmes e parlendas, experiências culturais geralmente não veiculadas pela mídia.




segunda-feira, 6 de abril de 2015

João Teimoso é valente

(em fase de organização)

Menina bonita do laço de fita e o coelho da páscoa?



Menina bonita do laço de fita...e o coelho da páscoa?



Como inserir as atividades alusivas à Pascoa na Educação Infantil sem ferir a característica laica das escolas, que devem, de acordo com Branco e Corsino (2010, p. 05), respeitar a “[...] igualdade entre os homens, a liberdade de manifestação de credo, de opinião, de manifestações culturais diversas”?

Como promover atividades alusivas à Pascoa na Educação Infantil considerando que as crianças, apesar de suas trajetórias, são cidadãs inseridas em uma cultura e que, portanto, comemoram (ou não) a data, cada qual com seu credo (ou ausência desse)?

Pensando nessas questões, elaboramos uma atividade que favoreceu a exploração de diferentes linguagens  - entre elas a da imaginação - o que esclarece os motivos pelos quais o coelho que queria ser pretinho, como a linda menina negra, de Ana Maria Machado, transformou-se num bicho que gosta de doces (apesar de ser coelho).

A proposta iniciou-se com a leitura da obra “Menina Bonita do laço de fita”, com apoio de data show, momento no qual as crianças discutiram questões de gênero e raça.

Na sequência, o coelho, cada vez mais simpático ao grupo, “transformou-se” em um personagem que gostava de doces e presentes. Essa característica instigou as crianças a decorarem um mimo para entregar ao amigo, juntamente com um pouco de açúcar, para que ele pudesse preparar seus doces preferidos. Todos os ovos, decorados com guache, foram armazenados em uma cesta, depositada cuidadosamente sob as árvores de uma floresta encantada.

Depois de um tempo, já na sala de atividades, as crianças foram chamadas para resolver um mistério: um forte barulho nas imediações da floresta encantada.
O que/quem seria?

Ao investigar, elas constataram que seu amigo coelho, ao invés de levar o que lhe foi presenteado, utilizou os mimos para preparar amendoins açucarados para lhes ofertar, armazenados nas lindas cascas coloridas.




A atividade foi mágica para as crianças. Em nenhum momento veiculamos o coelho como um animal ovíparo, não incentivamos ao consumo nem relacionamos o tema com religião/crença.
A fantasia imperou e as crianças ampliaram, todo tempo, a imaginação.

Conversar sobre o tema, recriá-lo, trabalhar em grupos, manipular um material delicado (cascas de ovos), mesclar cores sem misturar as matizes para garantir um trabalho bonito, foram aprendizagens importantes e desafiadoras. 

sábado, 21 de março de 2015

"Biblioteca Viva" nas salas de atividades das crianças

Desde o início do ano de 2015, exploramos, a todo vapor, a inserção de leituras como atividade permanente como parte do Projeto "Biblioteca Viva". O contato das crianças com histórias e autores ocorre  no espaço das salas, em parceria com diferentes linguagens.


     O vídeo abaixo registra a leitura da história  "Uma girafa e tanto" (Shel Silverstein),  realizada no dia 07 de abril de 2015, no II ano.   
  Primeiramente, o nome do autor suscitou inquietação da turma: "Parece nome de rock", disse um menino e, como a obra possui ilustrações em preto e branco, estávamos ansiosas para saber qual seria a reação da turma. 
   A resposta para a dúvida acima foi sendo obtida no decorrer da leitura,  oferecendo segurança à mediação protagonizada pela acadêmica da UEMS. A estrutura da obra, o enredo atrativo e as rimas que a compõem permitiram às crianças participarem ativamente do processo e utilizarem estratégias para acompanhar o enredo sem conhecê-lo antecipadamente.  No decorrer da atividade, elas retomaram a sequência, de memória, e ajudaram a compor o desenrolar da narrativa. Assobiaram para ilustrar a chegada do flautim, inventaram palavras, utilizaram sinônimos e apresentaram soluções para algumas questões que surgiram, como a proposição de: " [...] só remendar o pneu".....   Também percebemos que meninos e meninas se divertiram com as rimas. Uma criança repetia constantemente: "Rimou de novo, outra rima!!!!", a cada página explorada. Por tudo isso, acreditando na importância de inserirmos leituras e contações de histórias na rotina de crianças como atividade permanente (diária) na sala de aula, avaliamos que as crianças do II Ano se envolveram porque o livro as interessou e despertou seu comportamento leitor.



Outras leituras realizadas nos meses de março e abril:


Leitura na Educação Infantil: Da pequena toupeira que queria saber quem fez coco na cabeça dela (Holzarth , Werne)


Leitura no I Ano do EF: gato pra lá, rato pra cá (Sylvia Orthof)


Leitura na Educação Infantil: Menina bonita do laço de fita (Ana Maria Machado)

Leitura na Educação Infantil; o grande rabanete (Tatiana Belinky)

Leitura na Educação Infantil: Uma girafa e tanto (Shel Silverstein)

quinta-feira, 19 de março de 2015

O que tem na caixa? Que presente é esse?

Descobrir o que havia numa enorme caixa enfeitada com um lindo laço verde e explorar o que havia nela foi o desafio que lançamos às crianças


Hoje retornamos às atividades. Novas turmas e crianças, contudo, no caso das crianças do Primeiro Ano B, já conhecíamos os meninos e as meninas, pois ano passado a maioria frequentava a Educação Infantil.

Mesmo assim, estávamos ansiosas. Como nos receberiam? Como seria nossa atuação, já que elas agora estão no primeiro ano do EF?

Para esboçar o planejamento, partimos do pressuposto que os meninos e meninas, apesar de alocadas no I ano do EF, continuam a manter suas especificidades e particularidades. Por isso, definimos como objetivo nos apresentar, retomar laços; conhecer as crianças novas e permitir que elas se expressassem utilizando diferentes linguagens.



Ao chegarmos à sala, nossa primeira observação foi em relação à organização do espaço físico. Se, no ano passado havia alguns brinquedos, mesas e carteiras adaptadas ao tamanho dos pequenos, este ano os pezinhos das crianças não encostam no chão...

Perguntamos a elas se lembravam-se de nós e o Pibid foi imediatamente mencionado. Cassiano disse que, com o projeto, as crianças cantam, ouvem histórias e que acha isso muito legal.. Ficamos emocionadas com o reconhecimento, o que ampliou nossa responsabilidade neste ano que se inicia. Na sequência, pedimos que elas se sentassem no chão para lermos uma história. Percebemos que essa é uma prática que a professora utiliza, pois revelaram-se acostumadas. 

Leitura do dia: "Bruxa, Bruxa, venha à minha festa?"

 Após à leitura, apresentamos uma caixa grande, envolta com um grande laço de fita e indagamos o que achavam que estava ali: “Deve ser um instrumento musical”, no ano passado sempre era...”
 Na sequência, as instigamos a desvendar suas hipóteses, primeiro oralmente. Muita coisa parecia haver naquela caixa: revólver, flor, livro, papel, helicóptero.... E, quanto mais oportunizávamos as falas das crianças mais elas fantasiavam. Até super-homem com arma de tiro poderia ser retirado dali.... 

"Na turma do 1°A, organizamos a turma em roda, cantamos a música “Na chaminé” para conhecermos os nomes das crianças. Em seguida, utilizamos a música “Os confins da terra”, para criar um suspense sobre o que poderia estar dentro de uma caixa que estava fechada e encapada" (Bolsista Pibid. Relatório, 2015).


Convidamos as crianças a registrar por escrito as suas hipóteses na superfície da caixa... Nossa intenção era que eles tentassem escrever como sabem. Contudo, a primeira criança quis escrever, mas achou a palavra longa. Assim, como queríamos que elas se expressassem, não importava qual linguagem usariam, sugerimos que registrassem por meio de desenhos.

O que será que tem na caixa?
-Não quero escrever!(menino)
-Por que não ? 
-Ele não sabe escrever professora (crianças)
-Vocês querem escrever?
-Também não quero (menina)
-Podem desenhar quem não quiser escrever!!!
 De repente, a tampa da caixa afundou e uma menina visualizou o conteúdo: “- São livros”. Um menino disse: - “São papéis” ... Pensamos que a proposta seria encerrada, que perderiam o interesse, mas não...elas continuaram imaginando, hipotetizando....

Quando a caixa foi aberta, percebemos reações de surpresa, socializadas por meio de oralidade, de expressões faciais e movimentos: -  “Nossa, São livros”... - É a coleção do Itaú, um reconheceu. 

O fato de as obras estarem acondicionadas em envelopes intensificou a surpresa... Olhar o selo (alusivo à personagens a princesa e o sapo)  foi uma novidade e geraram conhecimentos, pois tivemos que explicar a função dos selos.


Após terem descoberto qual obra estava nas caixas, as crianças sentaram no chão para conhecer a história e ler mesmo antes de saber ler convencionalmente (na maioria dos casos). Uma lia para a outra.


Após a exploração individual/coletiva, a solicitação de Cassiano que nos deixou motivadas: “- Podemos sentar na cadeira pra tentar ler com sossego?”.E, aceitando prontamente a sugestão, indicamos que todas as crianças poderiam sentar nas cadeiras para ler, o que favoreceu momentos de concentração individuais e de leituras em duplas.

  
A leitura coletiva foi realizada após as crianças terem explorado a obra, desvendando suas hipóteses sobre as ilustrações, o conteúdo...

"Ao explorarem os livros, observamos que o objetivo de que as crianças manusearem os livros e se familiarizarem com a escrita  foi alcançado e que essa deve ser uma atividade permanente em qualquer turma que vise práticas de letramento. [...] as crianças apreciaram a leitura da história  do início ao fim do livro" (Bolsista Pibid. Diário de Bordo, 2015).