domingo, 21 de fevereiro de 2016

Fica Pibid

Amanda Ladislau (III Ano de Pedagogia)



É triste ver que uma Pátria, que adota “educadora” no slogan, não se importa com a formação de professores e quer impedir a continuidade de uma proposta que tem garantido qualidade na formação de professores. Estou falando do Pibid,  o qual eu e todo o país estamos nos mobilizando a seu favor, que nos garante uma bolsa que nos incentiva a conhecer a docência em sua realidade, aliando a teoria e a prática.

     Nossa realidade educacional não é um conto de fadas, contudo, é possível fazer dela algo produtivo que gere frutos lá na frente, afinal, não somos o futuro do país?!  Sim, nossa bolsa Pibid será reduzida para um período de apenas 24 meses, justamente no momento que estava gostando da docência e estava relacionando  com tudo que aprendi na Universidade. E agora? Bom, agora eu ficarei só na teoria.

     Não estou aqui lutando somente pelo dinheiro e sim pela minha experiência, e pelos inúmeros alunos que são beneficiados com nosso apoio. É claro que, não vamos ficar com todo o crédito, mas sabemos também que nossas salas da rede pública abrigam mais alunos que o limite necessário para um bom rendimento, que nossos professores são verdadeiros heróis, por isso, nossa ajuda no Pibid acaba beneficiando também o trabalho do professor regente.
     Não quero parecer que sou melhor que alguém ou que sou mais merecedora, mas "dou duro" por esta bolsa, se estou com ela até hoje é porque acredito na educação. Acordo todos os dias às 04h30 para ir até a cidade vizinha cumprir com meu dever no Pibid, e de lá vou direto para a universidade, e só retorno à minha casa à noite...

Acham que faço isso por brincadeira ou pelo dinheiro? Não, até porque nem me sobra dinheiro e preciso completar a bolsa com meus recursos. Para ser sincera, já ouvi pessoas me dizerem que pelo dinheiro nem compensaria o sacrifício que faço, mas, e tudo que aprendi, não conta? São pequenos êxitos que fazem a diferença em nossa formação. Eu, por exemplo, achava que a alfabetização só acontecia de fato no ensino fundamental, quando minha orientadora, me mostrou o contrário.

      Se me perguntar se trabalharei como voluntária no Pibid, talvez, mas não posso negar que isso me traria gastos extras, ficaria difícil. Não podemos fechar nossos olhos para a necessidade dos estudantes, que necessitam do apoio financeiro para se manter estudando.

     Além de ver o caos em minha universidade por conta desses cortes, estive acompanhado e compartilhando a luta de colegas de outras instituições, e vi que ainda existem casos mais complexos. Por exemplo, na UFRJ, infelizmente, todos os bolsistas completam 24 meses, o que acarretará o fim do PIBID pedagogia ed. Infantil.

      Mas se estou aqui escrevendo isso é porque ainda tenho esperança, a mesma que talvez você já tenha perdido... Mas, juntos somos mais. Quero dizer a você que não estamos sozinhos, somos um país em prol da formação de qualidade. Juntemos nossas forças e vamos à luta. O futuro esta em nossas mãos. 

#FicaPibid.


Por que defendemos a permanência do Pibid

Abaixo, alguns fragmentos dos motivos que nos levam a não desistir do movimento Fica Pibid.

Não podemos perder essas experiências, as quais vem enriquecendo os profissionais da Pátria Educadora.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Sequência didática Histórias Clássicas Turma Mais Educação - I semestre

Jéssica Dias
Mirlene Dalio Ribeiro


O trabalho tratou-se de uma sequência didática desenvolvida com crianças não alfabetizadas .Acompanhadas e orientadas pela Profa. Silvano Vilar, assumimos a turma com objetivos de ampliar o repertório literário e cultural das crianças; de estimular a oralidade, a entonação de voz e a expressão corporal; de trabalhar em grupos; desenvolver a leitura e escrita; oportunizar momentos para o faz de conta, estimular a imaginação e a criatividade; favorecer a recuperação de memória, a adaptação e a identificação da ordem e a razão dos acontecimentos na história e propor atividades de artes. 

Para a execução do planejamento realizamos, ao início de cada encontro, uma leitura deleite com obras da  “Chapeuzinho Vermelho”, elencada como tema da sequência. Essas obras foram: Chapeuzinho Vermelho: Uma aventura borbulhante (Lynn Roberts); Uma Chapeuzinho Vermelho (Marjolaine Leray); O gato, o cachorro, chapeuzinho, os ovos explosivos, o lobo e o guarda- roupa da vovó (Diane e Christyan Fox); A peleja de Chapeuzinho Vermelho com o lobo mau (Arievaldo Vianna); Chapeuzinho Vermelho (Irmãos Grimm); Chapeuzinho Redondo (Gilda de Aquino); Fadas que não estão nos contos: uma confusão de contos clássicos (Kátia Canton); O casamento da Chapeuzinho Vermelho com o Pequeno Polegar (Costa Senna); Chapeuzinho Amarelo (Chico Buarque); o filme Deu a louca na Chapeuzinho vermelho II. 
Na sequência, desenvolvemos atividades apoiadas nas orientações do Projeto Trilhas- Histórias clássicas, com as devidas adaptações. Também propusemos  atividades complementares, como jogos do Projeto Trilhas, jogos de linguagem e caça- palavras, relacionadas ao conto.
 A avaliação foi feita de modo processual, observando se as crianças se envolveram com o conto, se participaram das atividades se expressando oral e corporalmente, desenhando, lendo, enfim, se foram alcançados todos os objetivos. Analisamos o desenvolvimento das crianças, seu interesse e participação nas atividades propostas.

Equipe Pibid 2016

(em fase de organização)